<$BlogRSDUrl$>

terça-feira, outubro 28, 2003

FRASE AUTOBIOGRÁFICA 

"Sempre quis ser um duro, um Bogart, mas Deus tramou-me! Deu-me um coração..."

Miguel LP

segunda-feira, outubro 27, 2003

UM GOLPE EM ITÁLIA - MAIS DO QUE UM SIMPLES REMAKE 

Hollywood na sua vertente de entertenimento descobre em Um Golpe em Itália (Italian Job) um filme fresco e verdadeiramente divertido. Não precisa de gags, já mais do que batidos, nem mesmo transparece o facto de ser um remake de um filme de 1969, protagonizado à época por Michael Caine.
O filme transpira emoção e coolness do início ao fim. As sequências com os Minis, são no fundo, a cereja no topo de um belo filme de acção, com um rasgo de comédia, que não encontrávamos desde Ocean´s Eleven (também ele um remake). Mas, e mesmo que o realizador não seja conhecido, o filme também vive muito do elenco. Mark Whalberg regresso em estilo, depois de uma passagem para esquecer pelo delírio de Tim Burton chamado Planeta dos Macacos. Este Whalberg já tem muito daquele que podemos apreciar no espantoso Boggie Nights. Edward Norton, a
pagar o filme que devia á Universal, está-se a perder. O actor de American X, uma das maiores esperanças da representação norte-americana, quando Hollywood ainda vive de mitos com mais de 50 anos, é um verdadeiro poço de energia sub-aproveitada. Os realizadores têm em Norton uma futura mistura de Marlon Brando, Steve McQueen e Paul Newman. E há também Donald Sutherland, que apesar de aparecer pouco tempo, transpira exactamente a mesma "finesse" de representação, que já ostentava nos anos 70. É sem dúvida um actor de eleição.
E depois há, claro os secundários. São eles a alma da parte mais cómica do filme. São fundamentais para conquistar as maiores gargalhadas ao espectador. E bons gags aliás. Se isto tudo não chegasse temos ainda mais 3 razoes para se ver Um Golpe em Itália: Charlize Theron, Charlize Theron e Charlize Theron. Esta beldade sul-africana, tem talento. Mas mais importante do que isso, tem futuro. O seu trabalho em Monster já cheira a Óscar. Theron é aliás uma das maiores belezas que se vêm em algum tempo, ombreando mesmo com Angelina Jolie, indiscutivelmente a beldade suprema de Hollywood neste início de século.
Fica então o convite. Uma passagem pelos cinemas para ver este belo filme. É entertenimento, é emoção, é comédia, é carisma, é beleza. É cinema. É Hollywood....

Miguel LP

domingo, outubro 26, 2003

KILL BILL - FORGET TARANTINO 

Enquanto que não nasce o PipocaBlog, fica por aqui a análise ao regresso de Quentin Tarantino, o realizador pulp dos anos 90.
A expectativa era muita mas o resultado é confrangedor. O filme (primeira parte de um épico de mais de tres horas e meia), resume-se a meia dúzia de boas cenas, onde aí sim, se vê que Tarantino tem talento. Mas é um talento que não se torna consistente ao longo do filme. O filme abusa dos litros de sangue e membros decepados dos figurantes e esquece-se que cinema não é só acção. É também diálogo, é também intriga, é também emoção. E não há disso em Kill Bill. Uma Thurman (lindissima mas pouco mais) não fala. Apenas manobra admiravelmente um sabre japonês, e os restantes actores que surgem no elenco inicial não têm mais do que meia dúzia de deixas. A voz off de David Carradine deixa ao espectador a vontade de o ver em acção na parte 2, a estrear em Fevereiro, mas mais importante será a frase final do filme. Sim, porque a revelação de que a filha de Uma Thurman, afinal está viva, pode trazer um desenlace diferente, no seguimento da promessa de Tarantino de "uma grande surpresa no fim".
De qualquer forma, a promessa de Tarantino não se cumpre. Kill Bill não é o melhor filme de acção de sempre. Filmes ditos de acção (ou thrillers como lhe preferirem chamar) como LA Confidential e Training Day, têm qualidade muito superior ao filme do regressado realizador de Reservoir Dogs, Pulp Fiction e Jackie Brown. Kill Bill parece-se mais com um Matrix ou um Terminator. E tal, parece-nos, não lhe reservará um lugar na história da 7º Arte.
De registar a homenagem feita por Tarantino a vários géneros, desde ao western (cena de Thurman e do fabricante de sabres), com musica á Ennio Morricone passando também pelos generos asiáticos (anime, filmes inspirados em artes marciais japoneses e de Hong-Kong).
De qualquer forma, Kill Bill é um filme a esquecer. Tal como Tarantino.Um péssimo "come back".

Miguel LP

sábado, outubro 25, 2003

UM NOVO VISUAL 

Passados alguns meses desde o seu nascimento, O Por do Sol mudou de visual. É uma tentativa de melhorar a imagem de um blog quase a morrer. É preciso mante-lo vivo.

MLP

O FRACASSO DO POR DO SOL 

Quando nasceu, a 5 de Junho, o principal objectivo do Por do Sol, era o de instalar o debate entre os blogs de JCC. Não era para ser apenas mais um blog. Mais um blog umbiguista. Pelo contrário, era para que em parceria com outros blogs como o Ideias e as Ninfas (a Tasca e o Discursos cedo se alhearam à nossa existencia), criassemos discussões saudáveis. Assim foi no início. Os dois primeiros meses foram de verdadeira azáfama. Não só pela minha intempestuosa relaçao com uma das ninfas, que era porta aberta a discussão (sempre saudável) entre os dois blogs, como também o Duarte soube criar polémicas como ninguem. Neste contexto ter o Duarte, a Marian e o Ivo a escreverem no Por do Sol foi um passo em frente. Aliás tinha ficado prometido que também o Danilo e a Paula aqui escreveriam. Porém chegaram as férias e tudo mudou. O Danilo partiu. O Ivo fechou-se no Discursos e não mais voltou. A Marian fartou-se. O Duarte ainda não tinha net em casa e as ninfas mergulharam no imenso mar. O Por do Sol ficou cada vez mais meu. Já nao havia discussão (o ultimo tema em discussao foi o matar por amor, quando estava no máximo do meu delírio amoroso). Havia apenas posts sobre nada. O Por do Sol tinha gente mas nao tinha alma. Ainda assim foi graças ao Por do Sol que comecei a namorar. Mas também foi graças ao Por do Sol que perdi amigos. Tudo por causa de uma guerra estúpida (há guerras que nao o sejam) entre o Por do Sol e o Discursos. Tudo por causa de um blog de desporto. O Por estava do lado do Desportblog, o meu novo projecto a par do Duarte e do Filipe. O Discursos tinha o 4º Arbitro. O Viana passou ao insulto, eu fui estupido e respondi e um grupo de amigos se desfez.
Agora, na iminencia de integrar um novo projecto, juntamente com o Leccio e a Marian, o PipocaBlog, começo a pensar que se calhar o Por do Sol nem tem razoes para existir. Tudo para o que foi criado desapareceu. Resta apenas tentar reencontrar-se na blogosfera...

Miguel LP

domingo, outubro 19, 2003

E FERRO ABRIU O LIVRO.... 

Parecia uma verdadeira frase à Fernando Rocha. "Tou-me cagando para o segredo de justiça". É uma frase brutal, produzida por um lider de uma força partidária. Logo isto é relevante. Ou nao! Sim, porque isto é tudo o empolamento de uma situaçao ridicula. Como disse, e muito bem, o Bastonário da Ordem dos Advogados, quando se conversa entre amigos é natural sairem expressoes destas. Tao natural que nao acredito que nao haja ninguem (exceptuando a beata Maria Barroso) que nao tenha exprimido o seu descontetamento com um palavrao. Agora usar a expressao "tou-me a cagar" e´que nao. É um termo feio, horrendo, que nao deve ser usado em qualquer situação. Infelizmente o nosso lider da oposição nem serve para dizer asneiras..se ao menos tivesse dito "que se foda o segredo de justiça"...

Miguel LP

domingo, outubro 12, 2003

O HEXA 

O DesportBlog tem já a crónica. Fica o momento de reflexão...Schumacher é Hexacampeão..and nothing else mather´s
Miguel LP

....SOLIDAO.... 

Desco a rua que me leva de casa ao fervilhante GaiaShopping. Em Lisboa Portugal perde com a Albânia mas eu nem quero saber. Vou caminhando à chuva, sempre com a expressão mais dura que consigo achar entre as mil e umas que compõem o meu reportório. Qual estátua em movimento assusto todos os que se cruzam comigo. O meu olhar transparece dor, e mais, raiva. Raiva de quem se desiludiu. Mais uma vez...
Farto de tudo e todos decido ir ver um filme. A tentação puxa-me para uma terceira visita ao mundo do Capitão Jack Sparrow mas a curiosidade acaba por condenar a minha escolha: vamos lá ver a Liga dos Cavalheiros Extraordinários. Sem aqueles adornos tipicos dos frequentadores das salas de cinema (exceptuando a inseparável Coca-Cola, talvez um dos ultimos laços que me ligam aos nossos dias) entro e acomodo-me. Ostensivamente ocupo uma fila com a minha postura de conquista. O meu olhar é suficiente para as pessoas evitarem sentar-se a meu lado. Só fiquei, como só queria estar, como só tenho vivido e como só estou destinado a viver...
Antes do filme começar contemplo a sala. Está cheia de casais. Novos, velhos, meia-idade, enfim, casais aos beijos, casais alegres, casais sorridentes. Sinto nojo. Sinto raiva. Sinto dor. Sinto o sangue a fervilhar nas veias quando o julgava congelado. Congelado á muito por um passado que ainda doi. Será que deixará de doer? Sinto-me só como nunca me senti. Num breve momento esqueço-me de tudo e todos. Não tenho amigos nem inimigos. Nao tenho nada. Tenho-me apenas a mim. Caminho para o delírio. Decidi então pecar. Dar o toque para um número proibido. A tentação triunfou sobre a vontade. Pela primeira vez..e última. De repente o início do filme desperta-me da letargia que me tinha assaltado. Ao longo do filme, tentando concentrar-me na acção deprimente de um dos piores filmes que já vi em salas de cinema, esqueço tudo. Esqueço as dores passadas que são as mesmas do presente e que no futuro ainda marcarão a minha existencia. Esqueço nomes e caras, esqueço vidas e aventuras.
Eis que o filme acaba e nada em mim mudou. Continuo cheio de dor, de ódio, de nojo. Continuo a sentir-me só perante uma multidão que caminha em direcção á porta. Sou o último a sair. A sair de um mundo que não é meu. Isto porque o meu mundo nunca existiu.E para meu mal nunca existirá. E assim vagueio como uma triste sombra pelos tempos, esperando que o descanso final me leve para casa. Até lá, estou só....

Miguel LP

quinta-feira, outubro 09, 2003

REGRESSO ÁS AULAS 

Cá estamos. Depois de uns largos meses de férias (que pouco mais que deu para escrever, blogar, namorar e dormir) eis que regressamos às aulas. Mais cedo que os outros é certo, mas que se pode fazer. É a vida. Os amigos são os mesmos. Temos a sorte de reencontros com amigos perdidos, temos as desilusoes de amigos que realmente se perderam. Vemos mulheres que nos marcaram mas que já nao despertam em nós mais que simples pena. Entramos em contacto com os novos aprendizes de jornalistas. Reconhecemos neles a fogosidade dos nossos primeiros dias e abraçamo-os com carinho. São mais uns para a grande família com que sonhamos. Entre eles há sempre os mais simpáticos, as mais bonitinhas, as mais queridas, os mais parecidos conosco...Enfim, é um ambiente porreiro.
As condiçoes nao sao as melhores mas quem corre por gosto nao cansa. Por isso temos de nos habituar ás novas condiçoes, aos novos desafios, a novos métodos de trabalho. E seguir em frente. Mas sempre com aquele sorriso..Afinal, a vida é para ser vivida a sorrir. Quando tivermos mortos temos tempos de sobra para andar de trombas. É o regresso em grande...

Miguel LP

quarta-feira, outubro 08, 2003

O NOVO HERÓI NACIONAL 

Terminada que está toda a polémica á volta dos blogues desportivos de JCC, eis que nos voltamos para os grandes temas.
Entao nao é que o Paulo Pedroso tá livre? E nao é que todo pimpão foi logo visitar os velhos amigos no Parlamento. Foi a casa? Foi ver os filhos? A mulher? Os pais? Nao. Foi direitinho ao Parlamento dizer olá a quem não sentiu a sua falta. Ah grande Pedroso.
Apesar de ter culpado espalhado por toda a sua cara ainda tem a suprema lata de ir ao orgão máximo do poder político portugues passear-se logo depois de ter saído da "prisa". Até parece que deixou de ser arguido. É uma maravilha este país. De repente, só por ter sido solto, Pedroso é já um herói. Um exemplo de coragem. Ele há cada coisa neste país. É por isto e por outras coisas que eu sou monárquico

Miguel LP

quarta-feira, outubro 01, 2003

PORQUE BLOGAMOS? 

O Duarte levantou este tema no Ideias e como já à muito que nao discutiamos algo, achei por bem também dissertar um pouco sobre o estado da blogosfera.
Foi em Junho que me iniciei nesta vida de escritor virtual. A blogosfera é muito anterior a isso. Quando comecei já existiam mais de 1500 blogs em Portugal. Logo nao vim fazer diferença nenhuma. Comecei por ser um pouco um macaco de imitação. Havia o Discursos e havia o Ideias. Porque nao havia eu de ter um? Parecia ser girinho. Foi assim que nasceu o It´s a Wonderful Life. Durou apenas 3 dias e só teve uma visita. Pensei que seria o fim da minha experiencia virtual mas tudo acabou por ser diferente. Dias após a "morte" do It´s nasceu o Por do Sol. Desta vez nao arrisquei. Avisei todos do seu nascimento, mandei mails, enfim mostrei que estava vivo. E acabou por ser surpreendente. Fui bem recebido pelos outros blogs de Jornalismo e durante um mes vivemos tempos alegres. Trocavamos ideias e polémicas. Consegui mesmo que outras pessoas escrevessem no Por do Sol para contrariar a tendencia evidente do "One-man-blog". Mas depois vieram as férias, o afastamento do contacto diário e tudo se esmoreceu. Os discursos e as ninfas abrandaram e o Duarte tornou-se mais e mais superior. Os seus posts nao sao dignos da blogosfera, merecem muito mais do que apenas um registo virtual. Ao contrário dos nossos blogs, o Ideias já está num nivel superior e estava na altura de o reconhecerem.
Mas e que mais?
Agora que passaram 4 meses desde que iniciei esta minha nova faceta que posso dizer? Apenas que estou desiludido. Quem visita o meu blog? Amigos. Quem visita os blogs? Amigos dos amigos dos criadores da página. Exceptuando um grupo restrito de blogs orientados por uma elite asquerosa que usurpou este nosso divertimento e o elitizou (e mesmo aí continuam sempre a ser os amigos) cada um dos mais de tres mil blogs em Portugal é apenas visitado pela meia duzia de amigos do orientador. Entao que estamos nós aqui a fazer? Para ser apenas o meu grupo a passar por aqui basta-me, quando estiver com eles, dizer-lhes o que aqui escrevo. Para que tudo isto?
Será a vontade do homem em conseguir os seus 15 minutos de fama. A vontade de criar um texto á espera que todo o mundo acorde e repare nele? Será a vontade de se impor num mundo virtual quando nao o consegue fazer no mundo real? Será apenas divertimento? No fundo o que estamos aqui a fazer?
Enfim, nao tenho a resposta. Aliás cada um tem a resposta para si próprio. O Por do Sol pode existir por motivos diferentes de tantos outros blogs que gravitam neste espaço. Mas se houver alguma resposta universal nao se esqueçam de me avisar. Enquanto isso, repenso a minha virtualidade...

Miguel LP

This page is powered by Blogger. Isn't yours?